domingo, 24 de julho de 2011
Casein or whey protein? O que você deve saber para uma boa suplementação
Casein Protein
Casein Protein constitutes 80 percent of milk protein. It is recognized for its excellent amino acid content, slow digestion, and anti-catabolic effect.
Benefits:
It's slow to digest, clots in the stomach, and appears to be anti-catabolic due to this effect. It contains dairy calcium (which is important for bone health and body comp effects).
Disadvantages:
Slow digestion can be a negative before or after training when you are trying to get amino acids into the system quickly. People who have problems with lactose may have gas, and some people are allergic, which can cause bloating. The sodium content can cause bloating as well (important before a bodybuilding contest and for making weight).
Recommendations:
It should be used at meals (can be combined with other proteins) and at bedtime. It should not be used when trying to accelerate amino acid absorption.
Sources:
Dairy, Casein Concentrates.
Whey Protein
Whey is a natural byproduct of the cheese-making process (from milk). Approximately 20 percent of the protein found in milk is whey protein. Whey is rich in branch chain amino acids, lactose, minerals, and vitamins and contains lactalbumin (similar to serum albumin) and traces of fat.
Whey protein has been shown to increase protein synthesis. Some studies have also indicated that whey contributes to immune function among others.
Whey has also shown powerful antioxidant effects as it enhances glutathione levels. Glutathione is a tri-peptide that contains one amino acid residue from each of the following: glutamic acid, cysteine, and glycine. Glutathione occurs widely in plant and animal tissues and plays a major role in protecting skeletal muscle and other body tissues from oxidative damage.
Glutathione helps maintain compounds such as iron in its proper oxidation state in hemoglobin. Protein sources containing high levels of cysteine (whey contains 2-2.5 percent cysteine) may be effective in maintaining or replenishing whole blood glutathione.
Whey Protein Supplements
Whey protein isolate is the most pure and concentrated form of whey protein available. It contains 90 percent or more protein and very little (if any) fat and lactose. Whey protein concentrate has anywhere between 29-89 percent protein depending upon the product.
As the protein level in whey protein concentrate decreases, the amounts of fat and/or lactose usually increases. Another type of whey protein supplement is whey protein hydrolysates, meaning that the whey is predigested into peptides (small chains of amino acids). These supposedly help the protein be absorbed better.
Benefits:
Increased protein synthesis, enhanced immune function and antioxidant activity, and fast absorption.
Disadvantages:
It has not been shown to be effective at decreasing protein degradation (in most cases).
Recommendations:
This is excellent to consume around workout time due to its fast absorption rate. Consume it pre-, during, or immediately post-workout.
Sources:
Milk, byproduct of cheese production, milk protein isolates, whey protein supplements.
Casein Versus Whey
There seems to be a great deal of controversy over which one is better. I get the question all the time. From the information above, you can see that each offers distinct advantages and disadvantages. Below is information that directly compares casein and whey.
A study conducted by Yves Boirie looked at healthy subjects with a normal protein intake. They fasted for ten hours then were either given 30 grams of whey protein or 30 grams of casein (milk) protein.
The study showed blood leucine levels peaked in one hour after ingestion of whey or casein. However, the whey group peaked at higher levels and returned to baseline after four hours. The casein group peaked at a lower level but didn't return to baseline until seven hours later.
Whey protein enhanced protein synthesis (postprandial protein synthesis was stimulated by 68 percent with the whey protein), but did not effect protein degradation. Casein decreased protein degradation, (protein breakdown was inhibited by 34 percent after casein ingestion) but did not effect protein synthesis.
Postprandial whole body leucine oxidation over seven hours was lower with casein. Leucine intake was identical in both meals. Therefore, the net leucine balance over the seven hours after the meal was more positive with casein than with whey.
The study conducted by Boirie points out the benefits of both proteins as we mentioned earlier. Keep in mind that a mixed protein meal would have a different absorption rate that might change the effects on protein synthesis and breakdown. With the information from the study above, we must question the old saying, "We need to eat every three hours or we will lose muscle" (probably started by a supplement company).
domingo, 24 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Bombas Osmóticas implantáveis
As bombas Osmóticas implantáveis estão chegando e prometem revolucionar diversas terapias contínuas. Os diabéticos serão os primeiros beneficiados.
Em um artigo recentemente apresentado, os Drs. J. Rosenstock, diabetologista de Dallas Diabetes and Endocrine Center, R.R.Henry, da Universidade da California, San Diego, R. Cuddihy, do International Diabetes Center de Minneapolis e os Drs. T. Alessi e K. Luskey, de uma empresa privada, apresentaram o estudo ITCA 650.
São amplamente conhecidos os benefícios da terapia com GLP-1 para os diabéticos tipo 2. Diversos estudos evidenciaram uma potente redução na A1C, somados a uma redução efetiva do peso corporal e um baixo risco de hipoglicemia, quando utilizado em aplicações diárias. As terapias com análogos do GLP-1 quando aplicados semanalmente trouxeram ao paciente a vantagem de diminuir o número de picadas, aumentando a aderência e obstando também boa redução da A1C. Infelizmente ambas as terapias são relegadas a 3° ou 4° linha de escolha e o fato de serem injetáveis explica em parte essa escolha, pois cria resistência a muitos médicos e pacientes. O estudo ITCA 650, apresentou resultados de redução de peso, diminuição de variabilidade glicêmica, com 100% de aderência, melhora da tolerabilidade e o melhor, sem a necessidade de injeções.
A bomba Osmótica apresentada pelos pesquisadores e utilizada neste estudo, foi registrada como DUROS e trata-se de uma mini bomba Osmótica implantável, que entrega a exenatida no tecido celular subcutâneo, com possibilidade de liberação continuada porém mais de 12 meses com um único implante. A bomba tem o tamanho inferior a um palito de fósforo e sua implantação não demora mais do que 10 minutos, podendo ser realizada no próprio consultório médico. Os resultados preliminares demonstraram redução das náuseas, aumento da aderência e um consistente controle glicêmico com redução de hemoglobina glicada A1C.
A fase 2 deste estudo foi conduzida nos Estados Unidos, em estudo multicêntrico e randomizado, open-label, e envolveu 50 sites, com 150 pacientes incluídos. A metformina era a única droga de uso dos pacientes na inclusão. nas semanas 1 a 12, os pacientes receberam o ITCA 650, 20 e 40 mcg/dia contra um grupo controle usando exenatida injetável 2X/dia. Nas semanas 13 a 24, os pacientes que estavam usando a exenatida injetável foram movidos para o grupo do ITCA 650 e metade dos pacientes tiveram suas doses aumentadas para 60 ou 80 mcg/dia.
Na semana 1-12, 93% dos pacientes do grupo ITCA 650 completaram o estudo, contra 89% do grupo injetável. A taxa de abandono por náuseas foi de apenas 3,9% no ITCA 650 contra 5,7% no grupo da exenatida injetável. 7,7% dos pacientes apresentaram abandono antes da re-randomização. Na semana 13-24, a taxa de pacientes ITCA 650 que completaram a fase foi de 95%, com menos de 1% de abandonos por náuseas.
A redução da hemoglobina glicada nas semanas 1-12, de forma significativa nos três grupos apresentadas, com maiores reduções nos grupos ITCS 650 com 20 e 40 mcg/dia, respectivamente. A mudança persistiu e aumentou nas semanas 12-24(linha basal) nos quatgrupos.
A performance da bomba foi melhor ainda em pacientes com uma hemoglobina glicada basal mais elevada, na titulação de 60 mcg/ dia.
A mudança de peso foi evidente nos grupos de 40, 60 e 80 mcg/dia.
A tolerância a droga, em comparação a exenatida injetável foi similar. Porém maior incidência de náuseas nos primeiros dias com a dose de 40 mcg/ dia, porém com uma media de duração da meusea de apenas 17 dias, contra 47,7 dias com a exenatida injetável. As diferenças ficas ainda mais evidentes, na semana 12-24 onde as doses foram aumentadas e observou-se uma melhor tolerância as náuseas em relação a exenatida injetável.
Um aumento na QoL foi também observado e o artigo foi publicado no Diabetes Care 32-5, 2009 por Anderson e Girman.
Em conclusão, o estudo mostrou que o ITCS 650 quando escalonado de 20 a 60 mcg/dia, resultou em melhor perfil de tolerabilidade e perfil de ação, com redução significativa na A1C e peso em 24 semanas , com aumento da qualidade de vida observado ao compararmos ITCA 650 com a injeção de exenatida e também com aumento da QoL quando efetuada a troca das injeções pela implantação subcutânea. Ainda não existe previsão para lançamento deste produto no mercado e o produto está agora entrando na fase 3. Se aprovado, ajudará pacientes e também médicos, que após realizar o implante subcutâneo em seus pacientes, terão a certeza do uso e da ação do medicamento, que será apresentado com durações de 3, 6 e 12 meses.
La bomba osmótica implantables vienen y prometen revolucionar varias terapias continuas. Los diabéticos se beneficiarán en primer lugar.
En un documento presentado recientemente, los doctores J. Rosenstock, Dallas Diabetes y Endocrinología del Centro diabetólogo, RRHenry de la Universidad de California en San Diego, R. Cuddihy, el Centro Internacional de Diabetes en Minneapolis y los Dres T. Alessi y K. Luskey, una empresa privada, presentó el estudio ITCA 650.
Son ampliamente conocidos los beneficios del tratamiento con GLP-1 para los diabéticos tipo 2. Varios estudios mostraron una reducción de potencia en A1C, además de una reducción efectiva del peso corporal y un bajo riesgo de hipoglucemia cuando se utiliza en aplicaciones de uso diario. El tratamiento con análogos de GLP-1 cuando se aplica semanalmente para el paciente, la ventaja de reducir el número de picaduras, aumentar el cumplimiento y también dificulta la reducción del A1C buena. Desafortunadamente ambas terapias son relegados a 3 ª o 4 ª línea de elección y el hecho de que se inyecta explican en parte esta elección, ya que crea resistencia a muchos médicos y pacientes. El estudio ITCA 650, mostró resultados de la reducción de peso, la reducción de la variabilidad glucémica, con 100% de adherencia, tolerabilidad y mejor, sin necesidad de inyecciones.
La bomba osmótica presentados por investigadores y utilizado en este estudio, se registró lo más fuerte y es una mini bomba osmótica implantada que ofrece exenatida por vía subcutánea, con la posibilidad de liberación continua de más de 12 meses, pero con un solo implante. La bomba es menor que una cerilla y su implementación no debe tomar más de 10 minutos y puede realizarse en el consultorio del médico. Los resultados preliminares mostraron una reducción de las náuseas, el aumento de la adherencia y el control glucémico con una reducción consistente de la hemoglobina glicosilada A1C.
La segunda fase de este estudio se llevó a cabo en los Estados Unidos en un ensayo multicéntrico, aleatorizado, abierto, y participan 50 centros, con 150 pacientes incluidos. La metformina fue el uso de drogas sólo a la inclusión de los pacientes. 1 a 12 semanas, los pacientes recibieron el ITCA 650, 20 y 40 mcg / día frente a un grupo de control 2 veces al día mediante inyección de exenatida. En las semanas 13-24, los pacientes que estaban usando grupo de exenatida inyectable se trasladaron a la ITCA 650 y la mitad de los pacientes tenía su dosis mayor a 60 o 80 mcg / día.
En 1-12 semanas, el 93% de los pacientes en el grupo ITCA 650 completaron el estudio, frente al 89% del grupo inyectado. La tasa de interrupción debido a las náuseas fue sólo el 3,9% en el ITCA 650 frente a 5,7% en el grupo de la inyección de exenatida. 7,7% de los pacientes antes de salir de la re-asignación al azar. En las semanas 13-24, la tasa de 650 pacientes que completaron la fase de ITCA fue del 95%, menos del 1% de los abandonos de náuseas.
La reducción de la hemoglobina glicosilada en 1-12 semanas, de manera significativa en tres grupos presentaron, con mayores reducciones en ITCS 650 grupos con 20 y 40 mcg / día, respectivamente. El cambio persistió y aumentó a 12-24 semanas (de referencia) en quatgrupos.
El rendimiento de la bomba fue aún mejor en los pacientes con niveles basales de hemoglobina glicosilada superior, la titulación de 60 mcg / día.
El cambio de peso fue evidente en grupos de 40, 60 y 80 mcg / día.
La tolerancia a la droga, la inyección de exenatida en comparación era similar.Sin embargo, una mayor incidencia de náuseas en los primeros días con una dosis de 40 mcg / día, pero con una duración media de las minas de sólo 17 días, frente a 47,7 días con la inyección de exenatida. Las diferencias se queda aún más evidente en 12-24 semanas y las dosis se incrementaron y hubo un náuseas mejor tolerancia respecto de la inyección de exenatida.
Un aumento en la calidad de vida se observó también, y el artículo fue publicado en Diabetes Care 32-5 de 2009 por Anderson y Girman.
En conclusión, el estudio demostró que las TIC's 650 cuando a escala 20 a 60 mcg / día, dio lugar a un mejor perfil de tolerabilidad y perfil de acción, con una reducción significativa en HbA1c y el peso en 24 semanas, con una mayor calidad de vida que se ve como ITCA 650 en comparación con la inyección de exenatida y el aumento de la calidad de vida también se realiza cuando el intercambio de las inyecciones de la implantación subcutánea. Aunque no existe ninguna disposición para el lanzamiento de este producto en el mercado y el producto está entrando en la tercera fase. Si se aprueba, se ayudará a los pacientes y los médicos que realizan después de la implantación subcutánea en sus pacientes, se garantizará el uso y la acción de la droga, que se presentará con una duración de 3 meses, 6 y 12.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Chat ao vivo
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
OSTEOPOROSE
fraturas
Um simples tropeção ou tombo na maioria das vezes causa dor,
incômodo ou uma marca roxa na pele. Mas o que era simples pode se
tornar um grave acidente quando falamos em quedas na terceira idade.
Segundo dados do Projeto Diretrizes, da Sociedade Brasileira de
Gerontologia, a estimativa da incidência de quedas é de 28% a 35% nas
pessoas com mais de 65 anos e aumenta significativamente nas que têm 75
anos. Os idosos estão mais propensos a quedas, que podem culminar em
uma fratura que, muitas vezes, podem gerar internações hospitalares e longos
períodos de imobilização com consequências como infecções pulmonares,
tromboses nas veias, dentre outras.
Cuidados básicos do dia-a-dia podem fazer toda diferença quando
o assunto é prevenção de quedas e tombos. A alimentação é um deles.
O consumo de alimentos que contém cálcio e vitamina D ou que sejam
enriquecidos com estas substâncias ajuda a prevenir a osteoporose, doença
responsável pelo enfraquecimento dos ossos.
Uma rotina de atividade física é essencial para a força muscular,
além de ajudar muito na postura, agilidade e mobilidade, permitindo melhor
equilíbrio. O simples ato de caminhar, respeitando sempre os próprios limites,
é uma atividade excelente. Exercícios como musculação e hidroginástica
também são recomendados, desde que sejam realizados após avaliação
médica e orientados por um profissional especializado. O consumo de fumo e
de álcool deve ser evitado.
O controle de doenças e deficiências, como diminuição da visão,
da audição, de deformidades e outras limitações é essencial em relação à
segurança, principalmente em ambientes externos e pouco conhecidos. É
importante que o idoso consulte sempre seu médico e tente manter as suas
atividades habituais, mas sempre recorrendo aos seus familiares e cuidadores
para auxilio.
“Deve-se estar atento ao uso correto das medicações, pois muitas
quedas que resultam em fraturas são decorrentes de efeitos colaterais
como tonteiras, perda dos sentidos e turvação visual. Os acidentes devem
ser prevenidos com várias medidas a serem tomadas tanto em casa como
na rua. A adoção destas medidas simples reduz o risco de quedas e,
consequentemente, de fraturas da pessoa idosa”, diz Rosita Fontes, médica do
Frischmann Aisengart/ DASA - CRM:5233846-4.
Abaixo estão algumas mudanças que podem ser adotadas nos ambientes
externos e, principalmente, em casa:
• Manter os recintos sempre bem iluminados. Em casa, durante a noite,
manter uma luz acesa de modo a iluminar parcialmente o quarto. Nunca
ir ao banheiro sem acender as luzes. Ao levantar-se da cama, tomar o
cuidado de, primeiro, permanecer alguns minutos sentado, depois ficar
de pé parado e, somente então, começar a andar.
• Nos locais de circulação em que não haja apoio deve-se colocar barras
com este fim. Elas são especialmente importantes ao lado da cama,
para auxiliá-los a levantar-se durante a noite, no banheiro, dentro do
box, próximo ao vaso sanitário e também em escadas e rampas. O
idoso jamais deve subir ou descer de algum local sem apoiar-se nelas.
• Ainda no banheiro, caso haja dificuldade para levantar-se do vaso
sanitário, existem tampas especiais que elevam a altura do assento. Se
houver dificuldade de equilíbrio, existem cadeiras especiais para que a
pessoa fique sentada durante o banho.
• Todos os pisos e degraus de escadas devem ser antiderrapantes.
Caso não tenha esta característica existem adesivos para este fim
comprados em lojas de material de construção. Deve-se evitar tapetes,
não somente nas salas, mas também no quarto, banheiro e cozinha.
Eles são responsáveis por grande parte dos acidentes.
• Os móveis devem ser adaptados às necessidades da pessoa idosa.
Por exemplo: a altura da cama pode necessitar ser rebaixada, para que
ele se sente tocando os pés no chão, mas não ser demasiadamente
baixa a ponto de dificultar quando ele se levante. Os móveis devem
ter os cantos arredondados ou com protetores e deve-se estar atento
à distância entre eles ou das paredes, que precisa ser suficientemente
larga para que a pessoa transite com segurança. A altura de prateleiras
deve ser ajustada para que não fiquem muito altas ou muito baixas.
• Do mesmo modo, é importante a organização dos ambientes evitando-
se deixar objetos, fios e calçados fora de lugar, para que não haja
tropeços. Um cuidado especial também deve ser dado a quem tem
animais domésticos, pois podem enroscar-se nas pernas ou pular sobre
os donos, tirando-lhes o equilíbrio.
• É muito importante evitar o uso de chinelos ou andar de meias dentro
de casa. O uso de sapatilhas cômodas, fechadas e antiderrapantes é o
mais indicado.
• Ao andar na rua, caso tenha um acompanhante, este não deve segurar
o idoso pelos ombros, braços ou cotovelos, mas sim, fornecer-lhe o
braço dobrado para que o idoso se apoie.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Avandia suspenso
Segundo a nota, "os medicamentos contendo rosiglitazona como princípio-ativo apresentam relação custo/benefício desfavorável em relação ao benefício, especialmente pela alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas, considerando que existem alternativas terapêuticas mais seguras para as mesmas indicações".
Na última quinta-feira (23), em comunicados simultâneos à imprensa, a European Medicines Agency e a FDA (agência reguladora nos EUA) anunciaram suas decisões sobre a droga. A agência europeia disse que não vai mais autorizar a venda de Avandia e que o remédio será retirado do mercado nos próximos meses.
No início do mês, a agência reguladora britânica afirmou que um painel independente de especialistas havia concluído que o Avandia aumenta os riscos de infarto e recomendou que a droga fosse retirada do mercado. A farmacêutica GlaxoSmithKline, baseada na Grã-Bretanha, é a fabricante do remédio.
A agência reguladora de remédios na Europa decidiu banir o medicamento com base em evidências de que ele aumenta riscos de infarto. Nos EUA, o medicamento ainda poderá ser receitado, mas com restrições.
Segundo o médico Leão Zagury, diretor da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), os pacientes não serão prejudicados com a saída do Avandia do mercado. "Podemos utilizar outras no tratamento dos diabéticos. Hoje existem muitos remédios para controlar o nível de açúcar no sangue", afirmou.
Zagury disse que não vê muitos problemas no Avandia, mas respeita a decisão das agências da Europa e dos EUA. De acordo com o especialista, o remédio da GlaxoSmithKline não está entre os mais vendidos no país para tratar a diabetes.
FDA
A FDA anunciou que os pacientes que forem usar o remédio a partir de agora só conseguirão uma receita de Avandia se eles não conseguirem controlar os níveis de açúcar no sangue com outros remédios. Os médicos terão que registrar que seus pacientes podem receber o remédio e que estão a par dos riscos. A FDA espera que as restrições limitem significativamente o uso de Avandia.
A decisão da FDA marca a segunda vez em três anos que a agência decide manter o Avandia no mercado, apesar da pressão crescente para o banimento do remédio por parte de especialistas, políticos e até de cientistas que trabalham na própria agência.
A droga foi aprovada pela FDA em 1999 e se tornou o comprimido mais vendido contra diabetes no mundo. Mas o uso despencou desde que uma análise em 2007 ligou o remédio ao risco de infarto.
Críticos da FDA consideram a decisão sobre o Avandia um teste para as lideranças indicadas pelo presidente Obama para a agência, que prometia endurecer as regulamentações depois de uma série de problemas com a segurança de remédios no governo anterior.
"A FDA está tomando essa decisão hoje para proteger os pacientes, depois de um esforço cuidadoso para pesar benefícios e riscos", disse Margaret Hamburg, da FDA.
Em julho, um painel de 33 especialistas votou em 20 a 12 pela manutenção do Avandia no mercado americano. Dos 20 que votaram para manter o remédio, 10 disseram que ele deveria estar disponível com restrições.
sábado, 19 de junho de 2010
Día Mundial de la Diabetes 2010 - Elementos visuales de la campaña
Mauro Scharf
sábado, 24 de abril de 2010
Você faz a sua parte? Ou só reclama do que não está bem?
Há muito tenho sonhado com a possibilidade de oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes diabéticos. Fundei em Curitiba o Centro de Diabetes Curitiba, oferecendo atendimento multiporiffisional qualificado aos pacientes. Cursos gratúitos de educação em diabetes, contagem de carboidratos, nutricionistas, educadores e médicos especialistas realizam atendimento diário no Centro.
Agora quero mais...
Quero o apoio de vocês e de suas comunidades para cobrarmos diariamente dos nossos candidatos á Presidência de República uma postura, um compromisso. Sei que é difícil acreditar na classe política no Brasil, mas a democracia deve ser exercida na sua plenitude e depende de cada um de nós para melhorá-la.
O que eu peço?...
Peço que vocês mandem Tweets diários aos sites dos candidatos @joseserra @dilmabr @marinasilva questionando quais são seus programas para cuidar dos diabéticos no Brasil.
Hoje há um combalido e falido programa chamado HIPERDIA que engloba num só programa a atenção aos diabéticos e hipertensos, mas na prática não funciona. Não há centros públicos de excelência na maior parte das cidades brasileiras e pacientes diabéticos não contam com atendimento decente e especializado, não tem acesso a tiras reagentes para a glicemia, para cetonúria, não possuem a distribuição gratúita do Glucagon, não recebem em muitos Estados os análogos de insulinas e só conseguem as bombas de insulina através de processos judiciais.
Sei que vocês tem comunidades emormes e numerosas relações no meio dos pacientes diabéticos, associaçòes. políticos e amigos.
Portanto vamos enviar tweets diários aos candidatos. Vamos fazer-lhes perguntas em seus blogs e sites. Vamos exigir um compromisso claro para que possamos escolher com mais clareza quem encare com mais seriedade o suporte e os cuidados que a saúde do portador de diabetes necessita.
Conto com vocês para
1) exigirmos profissionais especializados para atender pacientes no serviço público
2) exigirmos educadores , nutricionistas, enfermeiras, psicologos, equipe multidisciplinar para atender aos pacientes
3) exigirmos acesso aos análogos de insulina prescritos pelos médicos assistentes
4) exigirmos que o governo entregue as fitas para glicemia, os monitores em quantidade suficiente para a autominotirização necessária determinada pela equipe de atendimento
5) Todo diabético insulinodependente deve ter acesso ao Glucagon
6) Pacientes com diabetes de difícil controle, em risco de complicações crônicas e com indicação médica possam receber do governo as bombas de insulina, os suprimentos e as insulinas para sua utilização, sem terem que recorrer a processos judiciais,
7) exigir do governo que regulementes as operadoras de saúde, para que ofereçam atendimento especializado, interdisciplinar, tiras reagentes e insumos, medicações e acesso á educação em diabetes para seus segurados (USA já é assim)
8) exigir clareza nas leis, para a não discriminação aos portadores de diabetes em escolas, trabalho e sociedade em geral
9) regulamentação para as escolas públicas e privadas, para que tenham as condições de receber adequadamente nossas crianças diabéticas
10) Exigirmos dos candidatos um compromisso público e notório, com as suas propostas claras e bem definidas para as pessoas com diabetes e suas familias. Depois é com cada um de nós para exercermos a democracia.
Conto com cada um de vocês
Mauro Scharf
PÂNCREAS ARTIFICIAL - UMA NOVIDADE?
Assistimos nesta semana uma reportagem de grande repercussão da Rede Globo, falando do pâncreas artificial. Fico um pouco preocupado com algumas terminologias utilizadas pelas mídias em geral, pois elas não refletem ainda uma realidade. Trouxe novamente so meu blog uma matéria qu escrevi em setembo de 2009 para o site da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) onde trouxe a informação em primeira mão, postada no site imediatamente ao final da apresentação do Edward Daminano, que mostrou o seu ˜pâncreas artificial" com o conceito do uso do Glucagon e insulina em bombas de insulina somados ao sistema denominado closed loop, que se trata de um software que gerencia as informações das glicemias obtidas pelo REAL TIME e envia informações para as bombas de infusáo de insulina e glucagon.
Segue na íntegra o post de setembro, falando exatamente sobre a "NOVIDADE" apresentada agora em abril de 2010 em uma boa matéria levada ao ar pelo Jornal Nacional. Creio que este caminho vai progredir e possivelmente auxiliar a muitos pacientes diabéticos.
No final de setembro e início de outubro os maiores especialistas em diabetes do mundo se reuniram em um congresso em Viena, na Áustria. O objetivo do evento foi compartilhar entre os profissionais de saúde os estudos e a discussão sobre as novas tecnologias empregadas no tratamento da doença. Um congresso que confirmou que o Brasil está traçando o caminho certo em relação ao diabetes.
Uma das palestras de destaque a que assistimos foi proferida por Bruce Buckingham, endocrinologista pediátrico de Stanford (Califórnia, EUA), que mostrou um sistema de predição e automação da prevenção de hipoglicemia em pacientes com bombas de insulina, utilizando um programa de algoritmos de alarmes para a suspensão da infusão de insulina.
O trabalho de Buckingham mostrou que cerca de 75% das hipoglicemias em crianças ocorrem durante o sono, com uma taxa de risco de morte próxima a 6%. As hipoglicemias duram, em média, 81 minutos por episódio. Em 47% das crianças, a hipoglicemia acontece com pelo menos uma hora de duração, 23% com duas horas e 11 % com três horas de duração. Com seu algoritmo, usando três alarmes seguidos para determinar a suspensão da infusão de insulina, o endocrinologista de Stanford reduziu em cerca de 75% os episódios de hipoglicemia. O sistema aguarda aprovação do FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora do setor nos Estados Unidos), pois prevê num sistema de loop a descontinuação e o reinício da infusão da insulina de forma automatizada.
Outro trabalho fascinante que presenciamos no Congresso de Viena foi o de um Bioengenheiro de Boston, Edward Damiano, que utilizou um sistema de loop fechado e completou o primeiro trabalho em humanos agora em setembro de 2009, infundindo insulina em uma bomba e glucagon em outra. A vantagem do sistema é a utilização somente do peso corporal e não ter necessitado de intervenção com carboidratos, demonstrando excelentes resultados com o promissor sistema de infusão combinada. O trabalho promete e será em breve publicado.
O italiano Cláudio Cobelli, da Universidade de Pádua, apresentou um trabalho polêmico. Ele conseguiu, junto ao FDA, a aprovação de um modelo de infusão subcutânea em um sistema de loop fechado em diabéticos tipo 1 "in silico", economizando anos e fases de pesquisa em modelos animais, alimentando o chip com dados amplamente conhecidos na fisiologia do diabetes. "In silico" é um termo utilizado para se referir ao silício, material da inteligência dos chips de informática. Pesquisas "in silico" são, portanto, pesquisas que utilizam modelos desenvolvidos em chips, que simulam o corpo humano.
O simulador foi aprovado em 18 de janeiro de 2009 pelo FDA e deve dar o que falar, pois vários questionamentos surgiram quanto às inúmeras e incontáveis variáveis que o programa simulador ainda precisará desenvolver para responder como um modelo animal. Como é "in silico", pode ser continuamente aperfeiçoado e poderá futuramente individualizar modelos como, por exemplo, para obesos, insulino-resistentes, dentre outros perfis. Porém, já contou com a aprovação do FDA.
O Congresso de Viena contou com a presença de diversos membros da Sociedade Brasileira de Diabetes e nosso país já disponibiliza grande parte dos recursos analisados no evento, como as bombas de insulina e os monitores real time. Os principais laboratórios brasileiros já têm hoje recursos completos para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes diabéticos, como os exames de Hemoglobina glicada A1C (realizada por HPLC, em metodologia preconizada pelas sociedades mundiais), CGMS (Continuous Glicose Monitoring System), Glicemia de jejum e Glicemia média estimada, provas e testes funcionais, Curvas para diagnóstico do diabetes gestacional, Microalbuminíria, Cleareance de creatinina, insulina, anticorpos anti GAD, ICA e IA2.
Centro de Diabetes Curitiba
sábado, 10 de abril de 2010
Sanofi-aventis, CureDM sign global license agreement on novel human peptide, Pancreate
Friday, April 09, 2010 09:00 IST
Paris, France
Sanofi-aventis and CureDM Group Holdings, LLC, announced a global license agreement on a novel human peptide, Pancreate, which could restore a patients’ ability to produce insulin and other pancreatic hormones in both type 1 and type 2 diabetes
Pancreate is a bioactive peptide sequence of a naturally occurring human protein that has been shown in preclinical studies to stimulate the growth of new insulin producing islets in the pancreas, resulting in restoration of normal metabolic function and glucose control in the blood. The commencement of phase I studies is planned for later this year.
Under the terms of this agreement, sanofi-aventis is granted an exclusive worldwide license to develop, manufacture and commercialize Pancreate and related compounds. CureDM will receive an upfront payment, as well as development, regulatory and commercial milestone payments. All such payments could reach a total of US$ 335 million. In addition, CureDM is eligible to receive tiered royalties on worldwide product sales.
“Sanofi-aventis is pleased to add to its Diabetes Division pipeline this highly innovative technology that has the potential to stimulate the formation of fully functional new pancreatic islets, thereby helping to restore patients’ pancreatic function,” explained Dr. Marc Cluzel, executive vice-president R&D, sanofi-aventis. “Once fully developed, Pancreate has the potential to become the first regenerative treatment of type 1 and type 2 diabetes and to address the challenges that the growing diabetes epidemic poses on patients and healthcare systems.”
This new collaboration is another example of the company’s strategic commitment to sustain its leadership in diabetes through new technologies. It further reinforces its ambition to become the leading diabetes company.
Pancreate (proisletide acetate) is a first-in-class human peptide (HIP-2B) sequence of a naturally occurring human protein that stimulates the formation of functional insulin producing neo-islets from pancreatic progenitor cells. In both type 1 and type 2 diabetes, a fundamental problem is too few insulin-producing islet structures to keep up with insulin demand. Islets are highly complex multicellular organelles that contain the insulin-producing beta cell and four other cells types, all of which play a role in maintaining glucose levels. In addition, islet structures provide the necessary metabolic control of insulin release that makes the pancreas able to keep a consistent glucose level in the blood. Therein, restoring whole islets is paramount correcting the erratic blood glucose fluctuations associated with diabetes, making Pancreate a fundamentally new approach to treat the disease.
CureDM is a biopharmaceutical company focused on the discovery and development of new therapies that prevent, ameliorate, or reverse diseases of metabolism. CureDM was co-founded by a molecular biologist and two clinical endocrinologists who experienced the unmet medical need in diabetes patients on a daily basis, which provided motivation for the discovery of Pancreate.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Posicionamento da SBEM quanto a obrigatoriedade da receita azul para a Sibutramina
Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a decisão da Anvisa é motivo de preocupação, pois, além de nenhum endocrinologista ter sido consultado, a medida interfere no tratamento da obesidade. De acordo com o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, a publicação da portaria foi feita sem um estudo preliminar. “O receituário B2 é reservado para medicamentos psicotrópicos com potencial de criação de dependência e não há nenhum trabalho científico que sugira que a sibutramina possa criar dependência”, afirma. “Além disso, no caso de medicamentos incluídos na lista B2, só pode ser prescrita uma caixa por receita, o que dificulta o tratamento da obesidade, que é uma doença crônica, obrigando o paciente a retornar todos os meses para pegar nova receita”, completa
Ainda segundo Dr. Ricardo, a sibutramina é o único dos medicamentos controlados usados para auxiliar o tratamento da obesidade cuja prescrição é autorizada por mais de três meses. “As diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB) para tratamento da obesidade foram produzidas por endocrinologistas. Mesmo assim os endocrinologistas não foram ouvidos pela Anvisa antes de tomar a decisão de incluir a sibutramina na lista B2”, reitera.
As empresas detentoras de registro de medicamentos a base de sibutramina terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da data de publicação da resolução, para efetuar as alterações necessárias, em cumprimento da Portaria SVS/MS n.º 344/98. Até esta data, farmácias e drogarias podem vender os medicamentos que estejam com embalagens com tarja vermelha, mediante retenção da receita azul.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Exenatide-induced Acute Pancreatitis
Walaa A. Ayoub, MD, PhD; Ashok A. Kumar, MD; Hossam S. Naguib, MD; Harris C. Taylor, MD, FACP, FACE
Posted: 03/25/2010; Endocrine Practice. 2010;16(1):80-83. © 2010 American Association of Clinical Endocrinologists
Abstract and Introduction
Abstract
Objective: To report acute pancreatitis in a patient with non–insulin-dependent diabetes mellitus (NIDDM) receiving exenatide and critically review previous reports.
Methods: We describe clinical and laboratory data of a woman with probable exenatide-induced pancreatitis and apply the same criteria to previously published cases.
Results: A 64-year-old, nonalcoholic woman with NIDDM presented with a 1-month history of epigastric pain beginning 2 days after starting exenatide. Serum lipase concentration was 2700 U/L (reference range, 114–320 U/L), and serum amylase concentration was 131 U/L (reference range, 30–110 U/L). Liver function test results, lipid profile, and serum creatinine concentration were normal. Abdominal computed tomography (CT) showed changes consistent with pancreatitis, and the gallbladder was absent. Exenatide was discontinued. Conservative therapy resulted in rapid resolution of symptoms, normal lipase concentration (151 U/L), and normal findings from CT of the pancreas 90 days later. The US Food and Drug Administration has reported 36 cases of presumed pancreatitis associated with exenatide. However, none of the selection criteria were specified, two-thirds of the patients did not have CT, and 90% had at least 1 other risk factor for acute pancreatitis. A single published case report of exenatide-induced pancreatitis contains no description of the pancreas on abdominal CT, does not mention alcohol use, and does not report normal lipase values.
Conclusions: This is the most thoroughly documented example of probable exenatide-induced pancreatitis. In any diabetic patient with acute pancreatitis, exenatide must be ruled out as the cause and its use discontinued.
Introduction
Exenatide is a 39-amino acid synthetic version of exendin-4, a naturally occurring component of Gila monster saliva.[1] Similar to glucagonlike peptide 1, exenatide stimulates glucose-dependent insulin secretion, inhibits hyperglucagonemia, and delays gastric emptying.[2] The US Food and Drug Administration (FDA) approved it in 2005 as adjunctive therapy for non–insulin-dependent diabetes mellitus (NIDDM). Common adverse effects include nausea in 40% to 50% of patients and hypoglycemia in 17% to 27%.[3] Recently, the FDA described 36 patients with pancreatitis related to exenatide use reported through its Adverse Drug Events Reporting System.[4,5] However, inclusion criteria were not specified, individual patient data were not identified, approximately two-thirds of the patients did not have computed tomography (CT) of the pancreas, and most had coexisting alcohol use and/or gallbladder disease.[5] We describe, to our knowledge, the most extensively documented patient with probable exenatide-induced pancreatitis and critically review previous reports.
Case Report
A 64-year-old white woman presented with 1 month of epigastric pain aggravated by food and unrelieved by movements, melena, or rectal bleeding. Medical history included NIDDM, hypertension, hyperlipidemia, and cholecystectomy. She did not smoke cigarettes, had no history of recent trauma or endoscopic retrograde cholangiopancreatography, and did not drink alcohol. Her medications included metformin, 1000 mg twice daily; lovastatin, 40 mg daily; glipizide, 20 mg twice daily; lisinopril, 10 mg daily; furosemide, 40 mg daily; sertraline, 50 mg daily; aspirin, 325 mg daily; calcium carbonate, 1250 mg daily; multivitamin tablet, once daily; and pantoprazole, 40 mg daily. One month before hospital admission, she was prescribed exenatide, 5 mcg twice daily, because of poor glycemic control. This was stopped 10 days before admission because of symptoms that began 2 days after initiation of exenatide therapy.
On physical examination, she weighed 79 kg and was 164 cm tall (body mass index, 29.3 kg/m2). Temperature was 98.4°F, blood pressure was 119/55 mm Hg, and pulse rate was 87 beats/min. Abdominal examination revealed epigastric tenderness, but no mass or rigidity. The serum lipase concentration was 2700 U/L (reference range, 114–320 U/L), and the serum amylase concentration was 131 U/L (reference range, 30–110 U/L). Liver function test results were within normal limits. The following lipid values were documented: total cholesterol, 120 mg/dL; triglycerides, 122 mg/dL; and low-density lipoprotein cholesterol, 61 mg/dL. Serum creatinine concentrations ranged from 0.44 mg/dL to 0.8 mg/dL. A hemoglobin A1c value was 7.8% 2 weeks before hospital admission. Abdominal ultrasonography revealed generalized echogenicity of the liver suggestive of fatty infiltration, but no intrahepatic or extrahepatic biliary dilatation. Abdominal CT showed a diffusely and mildly enlarged pancreas, particularly at the head and body, with surrounding edema, consistent with pancreatitis (Fig. 1). The gallbladder was absent, and no evidence of either stones or intrahepatic or extrahepatic obstruction was noted on CT.
Figure 1. Axial image from abdominal computed tomography at hospital admission showing diffuse enlargement of the pancreas (white arrows), particularly at the head. Pancreatic head transverse diameter is 2.83 cm (white dashed line).
Conservative management included nothing by mouth, intravenous fluids, pain medications, and intravenous pantoprazole. Subsequent daily lipase determinations (U/L) were 2412, 2078, 964, 707, and 610 (Fig. 2). The abdominal pain resolved by day 4, clear fluids were begun, and the diet was advanced without difficulty. The patient was discharged home without sequelae. All medications, except glipizide and exenatide, were restarted at the same preadmission dosages. Insulin glargine, 20 units subcutaneously daily, and insulin aspart, as per sliding scale 3 times daily before meals, were added. Repeated abdominal CT 90 days after initial hospital admission showed resolution of pancreatitis, and again, no evidence of stones or intrahepatic or extrahepatic obstruction was seen (Fig. 3). Serum lipase, amylase, and creatinine concentrations remained in the reference range at 1, 4, 8, and 12 weeks after discharge.
Figure 2. Serum lipase concentrations during and after acute pancreatitis. Reference range, 114–320 U/L.
Figure 3. Axial image from follow-up abdominal computed tomography 90 days after initial hospital admission, showing complete resolution of the previous pancreatic inflammatory changes and surrounding edema (white arrows). Pancreatic head transverse diameter is 1.53 cm (white dashed line).
Discussion
The most common cause of acute pancreatitis is gallstone disease (accounting for 30% to 60% of cases), followed by alcohol (5% to 30%), and hypertriglyceridemia (1.3% to 3.8%). The serum triglyceride levels are usually greater than 1000 mg/dL when hypertriglyceridemia is the etiology.[6] Because this patient had a cholecystectomy, had no evidence of intrahepatic or extrahepatic duct obstruction, had no history of trauma or endoscopic retrograde cholangiopancreatography, did not drink alcohol, and had a normal lipid profile, we explored other etiologies. The commencement of exenatide treatment just before the onset of symptoms was striking.
The FDA has now described 36 cases of presumed pancreatitis in association with exenatide treatment.[4,5] These are based on cases reported through the Adverse Drug Events Reporting System and have resulted in the manufacturer strengthening its labeling with regard to acute pancreatitis. On the package insert, this information was moved from the "Adverse Reactions" section to the "Precautions" section.[4]
Despite these changes and the resultant publicity, none of the FDA selection criteria for inclusion are specified. The exact concentrations of serum lipase were not mentioned for individual cases, thereby making it impossible to discern whether any of these patients had lipase levels below the generally accepted value of at least 3 times the upper level of normal, which confers 99% specificity for pancreatitis.[7] Creatinine levels were not included for any of the cases; when elevated, creatinine is known to increase lipase values.[8] Moreover, 27 of the first 30 reported patients had at least 1 other risk factor known to cause acute pancreatitis. Finally, only 11 of 30 patients had ultrasonography or CT of the pancreas.[5]
To our knowledge, there is only 1 published case report of exenatide-induced pancreatitis—that of Denker and Dimarco in 2006.[9] Regrettably, the reference ranges for amylase or lipase, which vary by laboratory method, were not reported; no description of the pancreas on abdominal CT was provided; and alcohol use was not mentioned. We believe the patient we describe represents the most thoroughly documented case of probable exenatide-induced pancreatitis and is supported by a Naranjo score of 7/9, signifying a probable association.[10] The Naranjo scale consists of a 10-item, yes or no questionnaire used to estimate the probability of a change in clinical status being due to an adverse drug reaction. A score of 9 or greater indicates that an adverse drug reaction is "highly probable"; 5–8 indicates "probable"; 1–4 indicates "possible"; and 0 or less indicates "doubtful." For a quarter of a century, the Naranjo scale has been widely accepted in the pharmacologic literature to assess the probability of an adverse drug reaction.[11]
Obviously, an occult etiology for the patient's pancreatitis cannot be entirely discounted without rechallenging with exenatide, an unethical intervention in this circumstance. Although pancreatitis has been reported with furosemide, lisinopril, lovastatin, sertraline, and metformin, their protracted use in the described patient without change in dosage militates against their being the etiologic agent.[12] To our knowledge, there has been no report of glipizide causing pancreatitis, although single case reports of the association of pancreatitis and glimepiride and gliclazide do exist.[13,14] Reinstitution of these medications, with the exception of glipizide and exenatide, at the same dosages did not result in recrudescence of symptoms, abnormal serum lipase concentration, or radiographic evidence of pancreatitis in our patient. Whether the presence of these drugs may have rendered her more susceptible to exenatide is speculative in the absence of rechallenging with the drug. These pharmaceuticals are, of course, used with great frequency in patients with NIDDM.
Most recently, Dore et al published an assessment of cohorts of 27 996 exenatide initiators and 16 276 sitagliptin initiators and approximately equal numbers of matched metformin or glyburide initiators.[15] During follow-up of up to 1 year, acute pancreatitis occurred in 0.13% of patients treated with exenatide and in 0.12% of patients treated with sitagliptin. In comparison with metformin and glyburide, the relative risk was 1.0 for both drugs. Although this study may help define the magnitude of the problem, 4 points require emphasis. First, the method used, "an active drug surveillance system that applies propensity score matching methodology to a large automated health care claims data set for safety signal detection and assessment," is proprietary. We are unaware of any independent published validation of the system. Second, because pancreatitis was identified according to hospitalization claims associated with a primary International Classification ofDiseases, Ninth Revision diagnosis (577.0) of acute pancreatitis, there is no adjudication of the diagnoses. Third, the specificity of the method is, by the authors' acknowledgment only 72%.[16] Finally, even if we accept the data as valid, this does not address the possibility of a rare adverse drug reaction.
The mechanism for this adverse drug reaction is unknown. Exenatide antibodies develop in 40% to 50% of patients using the drug.[17] Exenatide's mechanism of action involves its binding to the pancreatic glucagonlike peptide 1 receptor. It is possible, therefore, but entirely speculative, that these antibodies might cross-react in susceptible patients with various pancreatic antigens, including the exenatide-glucagonlike peptide 1 receptor complex, resulting in pancreatitis.
Conclusion
The temporal relation of the symptoms to the onset and cessation of therapy, in the absence of other identifiable causes of pancreatitis, together with the normalization of clinical, laboratory, and radiographic parameters on drug withdrawal, strongly suggest exenatide as the etiology of pancreatitis in this patient. In any diabetic patient with acute pancreatitis, exenatide must be ruled out as the cause and its use discontinued.
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References
1. Dungan KM, Buse JB. Glucagon-like peptide 1-based therapies for type 2 diabetes: a focus on exenatide. ClinDiabetes. 2005;23:56–62.
2. Kolterman OG, Kim DD, Shen L, et al. Pharmoacokinetics, pharmacodynamics, and safety of exenatide in patients with type 2 diabetes mellitus. Am J Health Syst Pharm. 2005;62:173–181.
3. Kendall DM, Riddle MC, Rosenstock J, et al. Effects of exenatide (exendin-4) on glycemic control over 30 weeks in patients with type 2 diabetes treated with metformin and a sulfonylurea. Diabetes Care. 2005;28:1083–1091.
4. US Food and Drug Administration. FDA alert: Information for healthcare professionals: exenatide (marketed as Byetta). Available at: http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm124713.htm. Updated August 2008.
5. Cure P, Pileggi A, Alejandro R. Exenatide and rare adverse events. N Engl J Med. 2008;358:1969–1972.
6. Greenberger NJ, Toskes PP. Acute and chronic pancreatitis. In: Fauci AS, Braunwald E, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL, Loscalzo J, eds. Harrison'sPrinciples of Internal Medicine. 17th ed. New York, NY: McGraw-Hill Professional, 2008: 2005–2027.
7. Gumaste VV, Roditis N, Mehta D, Dave PB. Serum lipase levels in nonpancreatic abdominal pain versus acute pancreatitis. Am J Gastroenterol. 1993;88:2051–2055.
8. Lin XZ, Chen TW, Wang SS, et al. Pancreatic enzymes in uremic patients with or without dialysis. Clin Biochem. 1988;21:189–192.
9. Denker PS, Dimarco PE. Exenatide (exendin-4)-induced pancreatitis: A case report. Diabetes Care. 2006;29:471.
10. Naranjo CA, Busto U, Seller EM, et al. A method for estimating the probability of adverse drug reactions. ClinPharmacol Ther. 1981;30:239–245.
11. Doherty MJ. Algorithms for assessing the probability of an adverse drug reaction. Respir Med. 2009;2:63–67.
12. Kaurich T. Drug-induced acute pancreatitis: Proc (BaylUniv Med Cent). 2008;21:77–81.
13. Duboeuf T, De Widerspach-Thor A, Scotto B, Bacq Y. Acute glimepiride-induced pancreatitis [article in French]. Gastroenterol Clin Biol. 2004;28:409–410.
14. Roblin X, Abinader Y, Baziz A. Acute pancreatitis induced by gliclazide [article in French]. Gastroenterol ClinBiol. 1992;16:96.
15. Dore DD, Seeger JD, Arnold Chan K. Use of a claimsbased active drug safety surveillance system to assess the risk of acute pancreatitis with exenatide or sitagliptin compared to metformin or glyburide. Curr Med Res Opin. 2009;25:1019–1027.
16. Yadav D. How accurate are ICD codes-9 for acute (AP) and chronic pancreatitis (CP)? A large VA hospital experience. Pancreas. 2006;33:508.
17. DeFronzo RA, Ratner RE, Han J, Kim DD, Fineman MS, Baron AD. Effects of exenatide (exendin-4) on glycemic control and weight over 30 weeks in metformin-treated patients with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2005;28:1092–1100.
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Authors and Disclosures
Walaa A. Ayoub, MD, PhD; Ashok A. Kumar, MD; Hossam S. Naguib, MD; Harris C. Taylor, MD, FACP, FACE
Department of Internal Medicine, Fairview General Hospital, Cleveland Clinic Health System, Westlake, Ohio.
Address correspondence and reprint requests to
Dr. Walaa A. Ayoub, Department of Internal Medicine, Fairview General Hospital, Cleveland Clinic Health System, 28283 Center Ridge Rd, Suite E-23, Westlake, OH 44145. E-mail: w_gabra@yahoo.com
Disclosure
The authors have no multiplicity of interest to disclose.
Abbreviations
CT = computed tomography; FDA = US Food and Drug Administration; NIDDM = non–insulin-dependent diabetes mellitus
Acknowledgment
This case report was presented as a poster at The Endocrine Society's Annual Meeting, Washington, DC, June 10–13, 2009.
Endocrine Practice. 2010;16(1):80-83. © 2010 American Association of Clinical Endocrinologists
segunda-feira, 29 de março de 2010
RECEITA DE PÁSCOA PARA PACEINTES COM DIABETES
http://www.diabetes.org.br/component/content/article/45-noticias-em-destaque/224-pascoa
domingo, 28 de março de 2010
Encontro Da Liga de Endocrinologia de Maringá
http://bit.ly/crH323


domingo, 21 de março de 2010
Todas as pesquisas que acontecem nesse momento com células tronco
http://www.clinicaltrials.gov/ct2/results?term=stem+cell+diabetes
sexta-feira, 19 de março de 2010
An Endocrine Society Statement to Providers on Study Findings Related to Treatment of Hypertension in Patients with Diabetes
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An Endocrine Society Statement to Providers on Study Findings Related to Treatment of Hypertension in Patients with Diabetes
March 18, 2010
On March 14, three studies presented at an American College of Cardiology meeting raised questions about whether normalization of blood pressure in hypertensive patients with diabetes or those with impaired glucose tolerance and cardiovascular risk factors could lead to a reduction in the rate of cardiovascular events. Two of these papers, covering findings from the Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes (ACCORD) blood pressure trial (ACCORD BP) and Nateglinide and Valsartan in Impaired Glucose Tolerance Outcomes Research (NAVIGATOR) trial, were simultaneously published on-line in the New England Journal of Medicine.
These studies do not advise against the treatment of hypertension in patients with diabetes; the controversy concerns the target level to which blood pressure should be reduced in these patients. The conclusions of the ACCORD BP study suggest that achieving a systolic blood pressure of 120 mm Hg compared to 140 mm Hg does not reduce the rate of major cardiovascular events. Furthermore, systolic blood pressure levels in the intensive treatment arm of the study were associated with more adverse events, including higher rates of hypokalemia and elevations of serum creatinine. The NAVIGATOR study similarly concludes that the addition of Valsartan to the treatment regimen for patients with impaired glucose tolerance did not reduce the rate of cardiovascular events. The final study, INVEST, evaluated a control group compared to a moderate blood pressure group and an intensive blood pressure group in hypertensive diabetic patients with heart disease. While the greatest morbidity and mortality was seen in the control group, there was an increase in mortality in the intensively treated group compared to the moderate blood pressure control group, though this finding was restricted to those who achieved systolic blood pressure less than 115 mm Hg.
In interpreting these findings, The Endocrine Society recommends that practitioners consider several points. First, the INVEST study has only been presented in abstract form and has not yet been through the formal peer review process leading to publication. Second, the ACCORD BP and NAVIGATOR studies evaluated patients with modest degrees of hyperglycemia and hypertension, so extrapolating the results from the latter two papers to patients with more significant hyperglycemia and hypertension could be problematic. Moreover, in the NAVIGATOR trial, the achieved difference in blood pressure between the group that received Valsartan and the control group was only 2.8/1.4 mm Hg, a difference that may be too small to lead to differences in cardiovascular outcomes.
It should also be noted that the ACCORD BP study found some significant improvements in secondary outcome measures. Total strokes were reduced by 41% in the intensively managed group compared to controls (from 0.53% to 0.32%).
The Endocrine Society continues to support the treatment of hypertension in patients with diabetes and recommends that patients should not modify or discontinue antihypertensive medications without consulting their physicians. While a systolic blood pressure target below 140 mm Hg in hypertensive patients with diabetes remains a reasonable goal and seems consistent with the findings of these new studies, reductions in blood pressure below this level might not afford much additional cardiovascular benefit. Furthermore, aggressive systolic blood pressure targets below 120 mm Hg may be detrimental. In light of these studies, the current Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure (JNC 7) and American Diabetes Association recommendations (less than 130/80 mm Hg for patients with diabetes) seem prudent for many, but not all patients. In patients with significantly higher blood pressure and blood sugar than the subjects in these studies, the optimum blood pressure goal remains to be defined.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Cardiologia diabetológica por Dr. Pimazoni

CARDIOLOGIA DIABETOLÓGICA E PREVENÇÃO DO DIABETES: NOVOS ESTUDOS CONTESTAM CONCEITOS TRADICIONAIS
Dr. Augusto Pimazoni Netto
Coordenador dos Grupos de Educação e Controle do Diabetes do
Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e do
Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
A edição Online First do New England Journal Medicine (NEJM) de hoje, 14 de março de 2010, nos traz os resultados de dois grandes estudos (ACCORD e NAVIGATOR), cujos resultados contestam conceitos tradicionais nas áreas de cardiologia diabetológica e prevenção do diabetes.
Resultados preliminares do estudo ACCORD mostraram que uma estratégia muito intensificada de controle glicêmico aumentou o risco de morte em pacientes diabéticos, muito embora essa conclusão tenha sido recentemente contestada por uma metanálise publicada no Lancet [1]. Agora, a publicação do NEJM traz os resultados do braço do estudo ACCORD que avaliou o impacto do controle intensivo da pressão arterial [2], bem como a eficácia da terapia de combinação para o controle de lípides no paciente diabético [3].
Até agora, não havia evidência de estudos randomizados para se adotar metas abaixo de 135 a 140 mmHg para a pressão sistólica em portadores de diabetes tipo 2 (DM-2), muito embora a meta de 120 mmHg já estivesse sendo adotada há algum tempo pelas sociedades médicas. O braço do estudo ACCORD que tentou comprovar a validade dessa recomendação investigou se uma meta de pressão sistólica menor que 120 mmHg conseguiria efetivamente reduzir a incidência de eventos cardiovasculares em pacientes com DM-2 de maior risco. O resultado foi decepcionante: em pacientes com DM-2 e com alto risco para eventos cardiovasculares, a utilização da meta de 120 mmHg para a pressão sistólica não reduziu as taxas de desfecho composto para os principais eventos cardiovasculares fatais e não fatais [2].
Outro braço do estudo ACCORD avaliou se os efeitos da terapia de combinação com sinvastatina mais fibrato, em comparação com a monoterapia com sinvastatina, poderia reduzir o risco cardiovascular em pacientes com DM-2 já em risco aumentado para essas complicações. Mais uma vez os resultados foram decepcionantes: a combinação de fenofibrato mais sinvastatina não reduziu a taxa de eventos cardiovasculares fatais, de infarto do miocárdio não fatal e de acidente vascular cerebral não fatal, em comparação à monoterapia com sinvastatina, ou seja, os resultados do estudo não suportaram o uso rotineiro da terapia de combinação com fenofibrato e sinvastatina para reduzir o risco cardiovascular na maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 de maior risco [3].
O estudo NAVIGATOR avaliou estratégias de prevenção do DM-2 e também mostrou resultados frustrantes. Diante do conceito tradicional de que alguns fármacos poderiam promover a prevenção adequada do DM-2, um braço do estudo NAVIGATOR avaliou o potencial da nateglinida, um secretagogo de insulina de curta duração, de reduzir o risco de diabetes ou de eventos cardiovasculares em pessoas com tolerância diminuída à glicose. Os dados desse braço do estudo mostraram que o tratamento com nateglinida por cinco anos não reduziu a incidência de diabetes ou os desfechos cardiovasculares nesses pacientes [4].
Um segundo braço do estudo NAVIGATOR avaliou os efeitos da valsartana, em comparação com placebo, associados a modificações do estilo de vida em indivíduos com tolerância diminuída à glicose e com doença cardiovascular estabelecida ou com fatores de risco cardiovascular. Os resultados mostraram que, nesses pacientes, o uso da valsartana por cinco anos, em comparação ao placebo, ambos associados a modificações do estilo de vida, levou a uma redução relativa de 14% na incidência de diabetes, mas não conseguiu reduzir a taxa de eventos cardiovasculares [5].
Resumo da ópera: a cada novo estudo publicado, aumentam nossas incertezas quanto ao que se deve ou não se deve fazer na prática clínica, principalmente em função dos resultados quase que frequentemente contraditórios entre os vários estudos. E como superar as incertezas decorrentes dessas controvérsias? O acompanhamento atento da literatura internacional, aliado à experiência clínica de cada um em seus respectivos setores de atividade, talvez seja a forma mais segura de fazer frente à transitoriedade das verdades médicas.
Referências Bibliográficas:
- Ray, K.K. et al. Effect of intensive control of glucose on cardiovascular outcomes and death in patients with diabetes mellitus: a meta-analysis os randomised controlled trials. Lancet 2009;373:1765-72.
- The ACCORD Study Group. Effects of intensive blood-pressure control in type 2 diabetes mellitus. N Engl J Med 10.1056/NEJMoa1001286. Publicado online em 14 de março de 2010.
- The ACCORD Study Group. Effects of combination lipid therapy in type 2 diabetes mellitus. N Engl J Med 10.1056/NEJMoa1001282. Publicado online em 14 de março de 2010.
- The NAVIGATOR Study Group. Effect of nateglinide on the incidence of diabetes and cardiovascular events. N Engl J Med 10.1056/NEJMoa1001122. Publicado online em 14 de março de 2010.
- The NAVIGATOR Study Group. Effect of valsartan on the incidence of diabetes and cardiovascular events. N Engl J Med 10.1056/NEJMoa1001121. Publicado online em 14 de março de 2010.
